Psicólogas de Joinville se reunem em mais um encontro do projeto “Envolver Mulheres”
Neste último sábado, dia 8 de março, o Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina — 12ª Região (CRP-12), realizou mais um encontro do Projeto Envolver— Dialogando e construindo elos, na cidade de Joinville. O evento de expressão política, luta por direitos e debates entre mulheres foi promovido por diversos movimentos sociais de reivindicações de direitos e lutas políticas, e ocorreu na praça Monte Castelo, em frente à Estação da Memória
Representando o CRP-12 estavam presentes, como articuladoras do Projeto Envolver Mulheres em Joinville, as psicólogas Joyce Fernanda Lubawski (CRP 12/19366), Luara Terezinha Martins Padilha (CRP 12/28072) e o psicólogo Andrei Souza (CRP 12/15868).
O objetivo do encontro, em diálogo com a proposta central do projeto, é envolver a categoria nos debates que atravessam as demandas profissionais, seus saberes e fazeres. Levando em consideração o fato de a categoria profissional da Psicóloga trabalhar com a vida subjetiva e a saúde mental das mulheres, mas de também estar composta em mais de 80% pelas mesmas, o envolvimento das psicólogas junto ao 8M se fez uma oportunidade potente de discussões e alinhamentos críticos. Partindo do mote Sônia Livre! deste ano para o 8M Santa Catarina, os debates se iniciaram sobre a exploração do trabalho e situações análogas à escravidão.
Desta forma, o debate foi construído pelas mulheres psicólogas presentes e mulheres advindas de outros lugares de prática, saberes e lutas coletivas, todas em seus diversos campos de atravessamentos e histórias de vida e luta. Discutiu-se então o racismo, o papel da mídia nos discursos de gênero sobre a mulher, abrindo espaço para falar sobre saúde mental e condições de trabalho
As articuladoras enfatizaram a importância da participação do projeto em conjunto com o 8M “a Psicologia se constrói no social, não estando acima – como poderia se sugerir uma postura colonial -, mas sim horizontalmente com seus saberes e práticas fortalecendo percepções, laços e histórias que só ocorrem nos contextos coletivos onde as diferenças se compõem e a Psicologia, com isso, cria cada vez mais condições de reconhecer seu lugar na composição das lutas emancipatórias através de suas práticas reconhecidas e sua influência na sociedade” destacou Andrei.